Alta semelhança entre retrato falado feito por Peritos Técnicos e suspeito acelera investigação
No Departamento de Polícia Técnica, em Salvador, a Coordenação de Topografia, Modelagem e Desenho (CTMD), do Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto (ICAP), recebeu recentemente uma requisição da Delegacia de Repressão à Extorsão Mediante Sequestro para a elaboração de um retrato falado. Neste caso específico, seria ouvida uma vítima de extorsão mediante sequestro, violência sexual e roubo com emprego de arma de fogo.
A equipe de Peritos Técnicos, composta por Mayanne Moreira Santos e Rodrigo Torres Vieira, iniciou o trabalho com uma entrevista técnica. O objetivo é, a partir de uma condução adequada, utilizar recordações e descrições das características físicas do criminoso, incluindo formato do rosto, cabelo, olhos, nariz, boca e outros detalhes relevantes, para construir uma peça junto a quem presta as informações.
Utilizando um banco de dados de imagens faciais e um software de edição de imagens, a equipe conseguiu desenvolver uma composição fotográfica. A vítima identificou que a imagem construída possuía 90% de semelhança com a imagem que lembrava do suspeito. Esse resultado foi um reflexo do empenho, dedicação e competência da equipe, aliado à capacidade da vítima de recordar detalhes com precisão.
A colaboração entre os peritos e a vítima foi fundamental para avançar nas investigações. A partir do trabalho desenvolvido pelos especialistas, espera-se que a identificação do suspeito contribua para a justiça e com a segurança da comunidade.
O que é Retrato Falado?
Retrato Falado é um recurso utilizado é uma representação visual de um suspeito, criado a partir das descrições verbais fornecidas por testemunhas ou vítimas de crimes. A importância do retrato falado na elucidação de crimes é inegável, servindo como uma ferramenta valiosa nas investigações policiais.
O ramo pericial do retrato falado possui enorme potencial e importância no contexto de investigações criminais. Ele é considerado uma das ferramentas mais poderosas para ajudar na identificação de suspeitos, especialmente em situações em que outras evidências, como imagens de câmeras de segurança ou testemunhas, não estão disponíveis ou não oferecem qualidade suficiente para a identificação.
“A Coordenação (CTDM) utiliza técnicas multidisciplinares, integra pesquisa e prática diária, com seus Peritos Técnicos (PTPCs) em constante atualização. As novas tecnologias, especialmente na área visual, evoluem rapidamente, e o domínio dessas ferramentas e das técnicas específicas empregadas pelos peritos é fundamental para o sucesso das atividades. A chegada de novos profissionais capacitados, em setembro do ano passado, com o treinamento e orientação dos colegas lotados há mais tempo na Coordenação, é de crucial para os bons resultados e a especialização necessária a todos. Isso resulta em um trabalho de melhor qualidade”, ressalta Márcio Ricardo Oliveira da Silva, Coordenador da CTMD.