Trabalho integrado de papiloscopia garante identificação a corpo ignorado

Após um trabalho integrado entre a Coordenação de Pesquisa Papiloscópica (CIPAP), o Grupo de Trabalho para Identificação de Pessoas Desaparecidas do IIPM e a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), os Peritos Papiloscopistas do Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), realizaram uma busca ativa para localizar os familiares de um cadáver que estava prestes a ser enterrado sem identificação.

A ação possibilitou identificação do corpo do sexo masculino que deu entrada no DPT em janeiro deste ano, cuja identidade civil era desconhecida, mas que apresentava três passagens de identificação criminal com dois nomes diferentes. Após a coleta das impressões digitais, os peritos da CIPAP, ao confrontar as informações com as fichas criminais obtidas pelo novo Sistema Nimba, constataram equivalências entre as impressões digitais presentes nas fichas e as coletadas no Instituto Médico Legal (IML).

Posteriormente os peritos integrantes do grupo de trabalho iniciaram a chamada busca ativa. Essa técnica consiste em pesquisa na base de dados do IIPM (e em outros estados, quando não há registros na Bahia) para localizar o cadastro de familiares do corpo não reclamado e efetuar possíveis contatos.

Apesar de não ter sido localizado cadastro civil do corpo, os peritos perceberam durante a pesquisa, que, em três ocasiões anteriores de identificação criminal, o indivíduo fornecera o mesmo nome de mãe. Com esta informação, os peritos localizaram o cadastro da mãe do indivíduo identificado, que continha um possível número de telefone.

Em parceria com a DPP, o número foi repassado, e a delegacia entrou em contato, confirmando que se tratava da mãe do falecido. Após esse contato, a família se dirigiu ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues para dar prosseguimento aos trâmites de reconhecimento e liberação do corpo.

“Trabalhos integrados e cooperativos como este destacam a importância da colaboração entre diferentes campos da papiloscopia e órgãos tornando os métodos de identificação mais eficazes na busca por justiça e dignidade, garantindo que os indivíduos não sejam esquecidos e que suas histórias de vida sejam respeitadas”, afirmou o perito Marcos Lima, representante do Grupo de Trabalho para Identificação de Pessoas Desaparecidas do IIPM à época.

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