Peritos coletam amostras para bancos criminais em unidade prisional em Simões Filho
Na semana passada, equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) coletaram mostras genéticas e impressões digitais de 40 internos da Colônia Penal de Simões Filho (CPSF), condenados por crimes dolosos com violência grave ou hediondos. As amostras, processadas na Coordenação de Genética Forense/LCPT/DPT, resultam em atualização de perfis genéticos inseridos num banco nacional e, semanalmente, comparados com perfis do país inteiro.
O trabalho, realizado por parceria entre o DPT e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que disponibiliza o acesso aos apenados e a estrutura interna para a realização das coletas, alimenta um banco de dados sigiloso, gerenciado por peritos oficiais, que realizam confrontos genéticos para auxiliar em investigações policiais. A presença dos Peritos Técnicos na Coordenação, com a associação das coletas também de impressões digitais, resulta em mais um método disponível para futuras identificações.
A Lei nº 12.654/2012 marcou um importante avanço na elucidação de crimes no Brasil ao permitir a coleta e armazenamento de perfis genéticos de condenados por crimes graves. A criação do banco de dados de perfis genéticos tem demonstrado resultados satisfatórios na resolução de crimes não esclarecidos. A comparação de perfis genéticos permite identificar suspeitos e ligá-los a cenas de crime, reduzindo a impunidade e aumentando a eficácia das investigações. Além disso, a medida ajuda a evitar erros judiciários ao garantir que as identificações sejam baseadas em evidências científicas robustas.